Já antes bebi dessa bebida,
Que nos embriaga sem consentimento,
Amarga como a morte e suave como o vento,
Sem nexo, sem razão, sem saída.
Nos faz cantar todo dia ao amanhecer,
Levantar-se, olhar pra vida e sorrir,
Mas ao mesmo tempo nos faz adoecer,
Lágrimas, tristeza, e enfim, desistir.
Toda vez que ela deixa seu sabor,
Se espera a felicidade eterna,
Mas se vê que apesar de terna,
Ela é só um débil ardor.
Que lê tudo isso pensa que perdi a esperança.
Não. Não faço parte dos que desistem.
Mas minha procura agora é mansa,
Estou mais para aqueles que assistem.
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