quinta-feira, 15 de julho de 2010

Desespero da humanidade

Mutilados em romaria,
Desgraçados em oração,
O velho e seu dia a dia,
A mãe e seu ganha pão.

Poetas sem inspiração,
Mendigos nas avenidas,
O pastor e seu sermão,
O amante e suas vidas.

O jovem perdido,
A namorada chorando,
O pai desiludido,
E o doente delirando.

O vendedor de rua,
O rico arrogante,
A mulher toda nua,
E um sinal alarmante.

A beira do precipício,
Os olhos vendados,
O fim do início,
E os homens calados.

Promessas a cumprir,
A festa acabada,
O Inominável a sorrir,
E a morte da amada.


Presos ao pecado,
Se espalha a solidão,
E sem ninguém ao lado,
Começa a escuridão.

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