Na quietude da madrugada,
Palco dos amantes desvairados,
Dos amores mais alucinados,
Me vejo numa imensidão do Nada.
Me perco em almas alheias,
Em olhares que me foram lançados,
Em sonhos a serem realizados,
A juventude me corre nas veias.
Temo perder a minha hora,
Sonhar tanto e esquecer da vida,
Viver somente de poesia,
Me iludir e perder a saída.
Mas talvez eu até gostaria,
De nunca mais ver o agora.
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