O sangue escorreu pela avenida,
Vermelho, como que ainda vivo,
O menino que abandonou sua vida.
Imagino como foi o último abraço,
Que deu em sua mãe,
A última vez que ela o teve em seus braços.
Imagino o desespero de seu pai,
Ao receber o telefonema, o mais triste de sua vida.
Senta, não acredita, a garganta trava, a lágrima sai.
Foi falta de coragem de sorrir pras dificuldades?
Deus nos deu alma forte o suficiente,
Para agüentar os trancos da solidão e da saudade.
Mas mesmo assim o Sol se levantou sorridente,
Como se não sentisse a perda do cidadão,
Porém a alma do mundo jaz, penitente,
E os poetas choram sobre o caminho trilhado em vão.
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